A cada 100 litros de água consumidos no Brasil, 72 vão para o agronegócio, de acordo com a Agência Nacional de Água (Ana). As lavouras precisam de uma irrigação suficiente, e a pecuária, em especial a leiteira, necessita de disponibilidade adequada de recursos hídricos para o seu desenvolvimento.
Nesse sentido, medidas para promover a economia de água e seu uso racional dentro da propriedade são importantes para diminuir o impacto da falta de chuvas na produção. No início do ano, o Rio Grande do Sul sofreu com uma seca prolongada, o que impactou diversas culturas, como a soja, o milho, as frutas e até a produção de leite, com uma perda estimada em R$ 15 bilhões.
Na maior parte do país, depois de uma temporada de verão bastante chuvoso, os agropecuaristas agora têm de lidar com a estiagem característica do outono para evitar prejuízos. De forma geral, o Instituto Nacional de Meteorologia aponta que regiões como Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Oeste baiano devem apresentar índice pluviométrico abaixo da média histórica durante a estação.
O agronegócio deve adotar medidas para garantir a segurança hídrica de sua produção. Ações simples e econômicas podem ter um grande impacto na economia de água dentro da propriedade.
Controlar o consumo de água
A primeira medida para uma gestão hídrica adequada é conhecer qual é o volume do consumo de água dentro da propriedade. Com a medição do consumo utilizando dispositivos simples e baratos, como hidrômetros, é possível iniciar o manejo hídrico no agronegócio, permitindo o conhecimento do destino da água para os animais, pastagens, etc.
Com essa medida simples, é possível identificar desperdícios e também desenhar um histórico de consumo de água, facilitando a tomada de decisão sobre o uso eficiente, o que promove a preservação e conservação, além de economizá-la.
Utilização eficiente
Boas práticas simples na propriedade podem ajudar na utilização eficiente dos recursos hídricos. Algumas medidas são eficazes e de baixo custo para serem aplicadas, por exemplo: o reuso da água de lavagem de instalações para fertirrigação; práticas como raspagem do piso das instalações de animais; a verificação e eliminação de vazamentos; utilização de água sob pressão e de mangueira com fluxo controlado ou gotejamento em vez de contínuo.
Captação de água da chuva
A utilização de cisternas para captação de água da chuva é uma prática comum na região semiárida brasileira. Esses dispositivos podem ajudar na economia de água ao armazenar o recurso no período chuvoso para a utilização durante o ano inteiro. Outras regiões do país, que não tinham problemas com chuvas, devem ficar mais atentas à utilização de ferramentas para captar e armazenar água.
Cuidados com o solo e a plantação
Ao evitar a erosão no solo, o agricultor também favorece a retenção de água na propriedade. Dessa forma, é necessário irrigar menos a lavoura. O uso de telas de proteção, para diminuir a exposição ao sol, também pode gerar uma economia de água de cerca de 20% na irrigação da plantação.
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Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), Agência Nacional das Águas (ANA), Embrapa e Senado Federal.