4 alimentos transgênicos que estão na mesa dos brasileiros

20 de janeiro de 2022 4 mins. de leitura
A transgenia já é uma realidade em todo o mundo. Por isso, vale a pena conhecer os alimentos geneticamente modificados mais consumidos

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Se você viveu os anos 1990 e 2000, deve ter acompanhado o intenso debate em torno dos alimentos transgênicos. Esses alimentos, modificados em laboratório, procuram corrigir problemas e aprimorar o desenho genético, melhorando a produtividade e o rendimento dos produtores. 

Parte da crítica a eles se deve pelo desconhecimento dos efeitos a longo prazo desses alimentos no organismo. Outro setor é crítico em razão da concentração do mercado. Mas, em meio a polêmicas, esse fruto da engenharia genética faz parte do cotidiano de quase toda a população; afinal, são vários os itens com transgenia nas prateleiras dos supermercados.

Imagens de Alimentos Produzidos com ingredientes transgênicos
Os alimentos melhorados geneticamente compõem uma série de produtos do cotidiano. Fonte: CropLife Brasil/reprodução)

Mas quais são os alimentos transgênicos mais comuns? Preparamos uma lista com esses itens. Fique atento e confira os transgênicos que fazem parte da dieta da sua família. 

1. Milho

O milho está entre os alimentos mais tradicionais da história. Culturas muito antigas, como as originárias das Américas, já utilizavam esse alimento para nutrir a população, e ele continua cada vez mais importante.

É por isso que a cultura do milho tem uma enorme variedade de cultivares geneticamente modificadas. Apenas no Brasil, há 18 tipos em uso. Algumas são mais resistentes a solos pobres; outras, a pragas; e há aquelas que ainda incorporam menos defensivos químicos. Mas todas, em alguma medida, procuram adaptar o DNA das plantas para otimizar a lavoura.

No supermercado, além do milho in natura (na espiga ou para pipoca, por exemplo), o produto está na base de salgadinhos, glucose, bolos, doces, sobremesas, biscoitos, farinhas e diversos outros alimentos. 

2. Arroz

A cultura do arroz é um exemplo de lavoura que recebe melhoramento genético. (Fonte: Shutterstock)
A cultura do arroz é um exemplo de lavoura que recebe melhoramento genético. (Fonte: Shutterstock)

O arroz é outra fonte energética que foi fundamental para a sobrevivência de culturas milenares, como a chinesa e a japonesa, e que hoje passa por melhoramento genético.

Um exemplo disso é o golden rice testado na China. A proposta é que essa variante possa ser resistente a insetos e mais nutritiva do que outros cultivares, sobretudo em vitamina A.

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3. Soja

Nos últimos 20 anos, o Brasil se consolidou como o maior produtor de soja do mundo e também o maior exportador, movimentando cerca de US$ 30 bilhões ao ano. No País, há cinco cultivares transgênicas: todas são resistentes a herbicidas e uma, inclusive, a insetos.

A maior parte desse tipo de produção é destinada à alimentação de animais. A China é um dos maiores compradores de grãos do Brasil e tem demandado cada vez mais sacas do alimento, sobretudo com a recuperação do surto de peste suína africana que atingiu o país asiático.

No Brasil, a soja também alimenta a pecuária nacional, que tem o maior número de bovinos e é a maior produtora de carne do mundo, considerando outras culturas. Por isso, indiretamente, a soja transgênica está presente no prato de boa parte dos brasileiros.

Diretamente, as pessoas consomem produtos de soja na forma de tofu, leite de soja, óleo de cozinha, carne de soja e outros itens. Esse é um mercado que tem crescido em razão do aumento do número de veganos, vegetarianos e ovolactovegetarianos, que consomem bastante proteína desse grão.

4. Queijo

Presente na mesa dos brasileiros, a produção do queijo conta com a modificação genética de microrganismos.
Presente na mesa dos brasileiros, a produção do queijo conta com a modificação genética de microrganismos.

Até os anos 1990, a indústria usava quimosina para a coagulação dos laticínios. Mas, como essa é uma substância extraída do estômago de carneiros, a operação era invasiva com os animais. 

Hoje, a transgenia permite que fungos e bactérias possam produzir quimosina e permitir a produção em larga escala sem sofrimento animal e de forma prática. Por isso, ainda que o queijo não seja um organismo geneticamente modificado, chega à prateleira graças à manipulação genética de microrganismos. 

E aí, gostou de conhecer mais os transgênicos que estão nos supermercados? Assim, você pode consumi-los de forma mais consciente e com informação.

Fonte: Blog Alimentos Transgênicos, CropLife.

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