Nutrição animal: importância do milho para bovinos, suínos e aves

6 de junho de 2022 4 mins. de leitura
A maior parte do milho produzido no Brasil é destinada à nutrição animal

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O Brasil deve consumir 77 milhões de toneladas de milho ao longo de 2022, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Entre 60% e 80% do volume do cereal é destinado à nutrição animal, conforme média histórica elaborada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

O milho é a principal matéria-prima das rações destinadas para a produção de bovinos, suínos e aves, representando mais de 60% dos alimentos consumidos pelos rebanhos.

O setor de frangos de corte é o que mais demanda, sendo responsável por mais de 45% do consumo do grão para a nutrição animal em 2020, segundo o movimento Somos Milhões.

A indústria de ração cresceu 16,5% entre 2015 e 2020, com a produção total saindo de 69 milhões de toneladas para 81,5 milhões de toneladas. A demanda do cereal para a nutrição dos animais acompanhou o movimento, com uma alta de 14,3% no período, passando de 42,3 milhões de toneladas para 48,1 milhões de toneladas.

Para que serve o milho na ração animal?

(Fonte: Shutterstock/Reprodução)
As aves são as principais consumidoras do milho produzido no Brasil para nutrição animal. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

A maioria dos sistemas de produção dos bovinos, suínos e aves foi planejada para utilizar o milho por conta dos nutrientes, ausência de substâncias tóxicas e facilidade de cultivo. No entanto, o alimento é utilizado também para a nutrição de cavalos e animais de estimação.

Os teores de óleo e amido representam um grande impacto no valor nutricional do cereal e nos custos das dietas. Em média, o cereal brasileiro tem 8,49% de proteínas e 3,67% de óleo, segundo pesquisa da Embrapa, e o alimento também fornece nutrientes como cálcio, potássio e magnésio.

Na alimentação de aves de corte, com composição de 64% de milho, o cereal é responsável por entregar 69% da necessidade diária de energia, 27% de proteína, 114% de ácido linoleico e 65% do potássio. Nos suínos, com uma ração composta de 66% de milho, o grão supre 69% da necessidade energética, 32% de proteína, 43% de potássio e 78% de sódio.

No entanto, o milho não deve ser o único ingrediente das dietas, porque fornece baixos teores dos aminoácidos lisina, triptofano e metionina. Dessa forma, a ração deve ser sempre complementada com outras fontes de nutrientes.

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Como usar o milho na nutrição dos rebanhos?

Todas as partes da planta do milho podem ser aproveitada para nutrir o gado. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Todas as partes da planta podem ser aproveitadas para nutrir o gado. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O milho pode ser utilizado de várias maneiras na nutrição animal, podendo ser oferecido in natura, processado, seco ou úmido. A trituração do cereal é o método mais difundido para a alimentação dos rebanhos, pois permite uma maior digestibilidade em comparação a outros formatos de consumo.

No caso dos bovinos, a ensilagem a partir da mistura compactada do grão com a matéria seca da planta proporciona a conservação do alimento por meio da fermentação anaeróbica. A opção oferece uma alternativa nutritiva, palatável e com alta digestibilidade, tanto para o gado de corte quanto para o leiteiro.

Para todos os animais, a composição da ração deve ser adequada de acordo com a fase de desenvolvimento. A proporção de milho costuma aumentar gradualmente desde a fase inicial, passando pela fase de crescimento até a terminação.

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Fonte: Rei do Milho, Somos Milhões, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

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