Por que o agronegócio brasileiro é um ótimo investimento?

26 de março de 2021 4 mins. de leitura
Setor encontra cenário favorável para continuar atraindo investimentos nos próximos anos

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O agronegócio é um dos cinco setores que mais devem crescer em 2021, de acordo com avaliação da revista Forbes, uma das principais publicações sobre economia do mundo. Nesse cenário, o Brasil se destaca como um dos maiores produtores e exportadores globais de alimentos, o que tem atraído o investimento de grandes players do mercado internacional.

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A agropecuária tem histórico positivo de crescimento nos últimos anos, em especial em 2020, quando a maioria dos setores econômicos sofreu forte retratação por conta da pandemia. No ano passado, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro despencou 4,1%, na maior queda dos últimos 25 anos, o agro cresceu 2%, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para 2021, as perspectivas continuam positivas para o setor. A valorização de preços dos produtos agrícolas e a expectativa de altos volumes de produção formam um cenário favorável que deve continuar proporcionando bons rendimentos para os investidores. A injeção de novos recursos financeiros no campo pode melhorar ainda mais a produtividade, gerando um círculo virtuoso para os próximos anos.

Perspectivas para o agronegócio

Investimento em tecnologia deve impulsionar agronegócio brasileiro. (Fonte: Shutterstock/Scharfsinn/Reprodução)
Investimento em tecnologia deve impulsionar agronegócio brasileiro. (Fonte: Shutterstock/Scharfsinn/Reprodução)

A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que a população no planeta ultrapassará 9,3 bilhões de pessoas até 2050. Para alimentar esse gigante contingente populacional, será preciso aumentar em 50% a produção global de alimentos. E o Brasil é uma das grandes apostas para garantir a segurança alimentar mundial.

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Segundo um estudo do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produção brasileira de alimentos pode aumentar em 41% nos próximos dez anos. Entre os principais fatores para esse feito, estão a disponibilidade de terra agriculturável e o potencial de aplicação de novas tecnologias sustentáveis, além da capacidade técnica em todos os elos da cadeia produtiva.

O País também tem a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta, com grande variedade de solos, climas e microclimas, e consegue realizar de duas a três colheitas por ano. Em contrapartida, ainda há baixa utilização de tecnologia de informação aplicada ao agronegócio, o que abre um cenário de oportunidades de investimento para aumento da produtividade no setor.

Investimento no setor

Bovespa tem índice próprio para empresas do setor agropecuário. (Fonte: Shutterstock/JomNicha/Reprodução)
Bovespa tem índice próprio para empresas do setor agropecuário. (Fonte: Shutterstock/JomNicha/Reprodução)

O investimento no setor, por enquanto, é realizado por grandes players porque a aplicação direta na atividade requer altos volumes financeiros ou conhecimento técnico especializado. 

A Bovespa tem um índice próprio, o BrasilAgro, para a negociação de companhias do setor inclusive por pessoas físicas, mas é uma operação de alto risco. Já as Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que oferecem menos riscos, exigem a aplicação mínima de R$ 30 mil na maioria das entidades financeiras. Mas essa realidade tende a mudar em breve.

No fim de 2020, a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei n. 5.191/2020, que visa à criação de Fundos de Investimento do Setor Agropecuário (FI Agro). A proposta poderá estimular a entrada de novos investidores no agronegócio brasileiro, além de propiciar a produtores o financiamento com juros mais baixos.

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Fonte: Revista Forbes, Agência de Notícias IBGE, Animal Business Brasil, Eqseed, Agência FPA, Bovespa.

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