Pimenta-do-reino: conheça mais sobre o manejo e o mercado

1 de outubro de 2020 4 mins. de leitura
Especiaria é importante fonte de renda para famílias brasileiras, que destinam a maior parte da produção à exportação

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A pimenta-do-reino se confunde com a história do Brasil: segundo a historiografia oficial, os portugueses estavam a caminho das Índias para comercializar especiarias quando aportaram em terras americanas. Até hoje, trata-se de um dos condimentos mais usados em todo o mundo.

O nome se deve ao fato de que, durante o período colonial, esse tempero vinha da metrópole. Séculos depois, a pimenta-do-reino se mantém como um item importante para a agricultura do Brasil, que ocupa o posto de terceiro maior produtor da especiaria no mundo. Em 2018, mais de 100 mil toneladas de pimenta foram produzidas no País, sobretudo no Pará, Espírito Santo e sul da Bahia.

Conheça mais sobre esse tipo de pimenta, como está o mercado e como funciona seu manejo.

Mercado

Estados Unidos são o principal mercado comprador da pimenta-do-reino brasileira. (Fonte: Shutterstock)

A pimenta-do-reino se adaptou bem às terras brasileiras mais quentes, com clima tropical e disponibilidade de água, e hoje é uma importante alternativa de renda para uma série de agricultores. Embora o mercado tenha sofrido oscilações, a valorização de moedas estrangeiras pode ser um diferencial para quem exporta.

A maior parte da produção vem de pequenas propriedades, que encontram nessa cultura uma forma de renda importante: cada pimenteira adulta produz 5 quilos do produto, que é vendido a cerca de R$ 10 por quilo.

No início deste ano, os Estados Unidos, maior importador da pimenta brasileira na série histórica, diminuíram a demanda pelo produto em cerca de 10%. A Índia e as Filipinas também reduziram a compra, afetando o mercado de exportação do Brasil e de outros países. Por outro lado, a demanda cresceu em nações como Paquistão, Myanmar, Nepal, Emirados Árabes, Egito, Coreia do Sul e Alemanha.

Especialistas advertem que é importante buscar alternativas de manejo, uma vez que tal procura atraiu outros produtores, o que tende a fazer com que o preço varie em baixa.

Manejo

A pimenta-do-reino é muito comum no Pará, Espírito Santo e sul da Bahia. (Fonte: Shutterstock)

A pimenta-do-reino pode ser plantada em propriedades pequenas, pois seu manejo exige cuidados compatíveis com o trabalho familiar. Além disso, é possível produzir plantas com diferentes características. A variação preta é a mais demandada e a que exige menos trabalho, razão pela qual é uma opção interessante para a maior parte dos produtores.

A árvore é trepadeira, por isso os cuidados iniciam na hora do plantio, com o uso de estacas de madeira ou de concreto com aproximadamente 3 metros enterradas em 50 centímetros. A planta deve permanecer amarrada à estrutura até atingir a altura do tutor.

O período mais indicado para o plantio é o início da estação chuvosa, uma vez que a planta demanda rega constante. Nos primeiros dias, deve-se protegê-la de insolação com cobertura ou folhas grandes, como de palmeira. Após a quinzena inicial, a técnica de irrigação por gotejamento ou por microaspersão é a mais indicada.

A partir do segundo ano, inicia-se a produção comercial, que tem capacidade máxima no quarto ano. A colheita é realizada semestralmente, com a segunda safra iniciada em julho, o que potencializa a renda das famílias que cultivam o produto.

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Fonte: Embrapa e Campo Vivo.

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