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Manejo de gado leiteiro: cuidado com a reprodução melhora a eficiência

Boas práticas de manejo voltadas à reprodução são essenciais para aumentar a produtividade do gado leiteiro

Manejo de gado leiteiro: cuidado com a reprodução melhora a eficiência
16/04/2020 • 3 min. de leitura

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Como em qualquer atividade econômica, a melhoria da eficiência é um dos grandes objetivos a serem alcançados pela bovinocultura no Brasil. Nesse caminho, é cada vez mais importante a adoção de boas práticas de manejo relacionadas ao aumento da produtividade, como a gestão do bem-estar animal, a nutrição adequada, os cuidados com a saúde e, especialmente, o gerenciamento da reprodução, uma vez que está intimamente relacionada à produtividade e à rentabilidade de um plantel de gado leiteiro.

O bem-estar animal deve ser garantido por meio de uma convivência harmoniosa e livre de estresse, seja entre si ou com as pessoas que fazem parte de seu cotidiano no ambiente, sendo necessário manter sempre à disposição do rebanho: sombra, água abundante e com qualidade, local de repouso, espaços higienizados e em bom estado de uso, bem como ventilação adequada (o estresse térmico pode acarretar uma perda de até 30%, tanto na reprodução quanto na produção de leite).

A falta de nutrientes pode causar prejuízos sérios aos animais, sendo imprescindível a adoção de uma dieta balanceada de acordo com as necessidades nutricionais em cada estágio do desenvolvimento. É fundamental que o produtor mantenha um plano de prevenção de doenças de seu plantel por meio das vacinações sempre em dia. Isso vale também para as doenças reprodutivas, como brucelose e leptospirose.

(Fonte: Shutterstock)

A reprodução do gado leiteiro

Segundo o manual de gado de leite da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o ideal é que aos 24 meses de idade a fêmea tenha o primeiro parto. No Brasil, em muitos rebanhos, o intervalo de partos é muito longo: de 15 a 18 meses. O recomendado é que seja de 12 meses, o que representa uma cria por vaca/ano. Quanto à lactação, é importante que ela se mantenha por dez meses, de modo a otimizar lucros.

O processo de acasalamento pode ocorrer por meio de monta natural ou pela prática da inseminação artificial, muito comum no setor pecuarista. Em um manejo eficiente, a vaca deve ser colocada em um piquete separado, com água, pasto e sombra, faltando 30 dias para o parto. Recomenda-se que os animais do rebanho que apresentarem problemas reprodutivos ou baixa produtividade sejam descartados do plantel. Essa seleção genética faz com que a produtividade da fazenda melhore gradativamente no decorrer do tempo.

Melhorar a eficiência aumenta a produtividade

A introdução de uma cultura de aumento de eficiência nos rebanhos assistidos começa pela mudança de mentalidade dos produtores no sentido da otimização dos seus investimentos na infraestrutura de sua propriedades, bem como na saúde e na nutrição de seus plantéis, compreendendo que um mau desempenho reprodutivo acarreta prejuízos.

Uma vez definidas as potencialidades de cada propriedade, elas devem implementar medidas que busquem uma melhoria constante na eficiência reprodutiva. Um bom programa de controle reprodutivo deve se basear em um conjunto de atividades que visam maximizar a performance reprodutiva de um rebanho, sempre de acordo com suas características. É importante não acreditar em fórmulas pré-fabricadas, pois cada propriedade e cada plantel têm suas peculiaridades.

(Fonte: Shutterstock)

O gerenciamento das informações relativas ao rebanho deve ser feito pelo produtor. Informações como datas de nascimento, acasalamento, secagem e parição, pesagens e controle leiteiro são fundamentais para um controle eficiente e uma programação adequada de manejos como secagem, vacinações pré-parto e acompanhamento da parição. Concomitantemente, todos os animais em idade reprodutiva do rebanho devem ser examinados por médicos veterinários, para a obtenção de diagnósticos mais precisos sobre a real situação reprodutiva de cada animal.

O cruzamento periódico de todas essas informações resulta na elaboração de índices essenciais para avaliar a eficiência reprodutiva do rebanho, tais como taxa de detecção de cio, número de dias para primeiro serviço, taxa de concepção, taxa de prenhez, período de serviço e intervalo de parto, período seco, entre outros.

A partir do momento que o produtor adotar o manejo reprodutivo em sua fazenda, ele consegue obter resultados em cerca de um ano. Contudo, para que a eficiência seja sempre otimizada, é altamente recomendado que a propriedade tenha um programa de avaliação periódica desse manejo do gado leiteiro, com o acompanhamento de um médico veterinário, de modo que os estágios reprodutivos sejam constantemente avaliados e a alta performance, garantida.

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Fontes:Embrapa.