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Manejo adequado e tecnologia podem reduzir a necessidade de agrotóxicos

Atuar na prevenção de pragas e fazer mapeamento das áreas prejudicadas ajudam agricultores a minimizar os gastos com insumos

Manejo adequado e tecnologia podem reduzir a necessidade de agrotóxicos
15/07/2020 • 3 min. de leitura

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A utilização de agrotóxicos no campo é uma prática comum entre os agricultores, porém tem trazido sérios danos à saúde daqueles que trabalham diretamente com o produto. Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), entre 2007 e 2017, o número de intoxicações causadas por essas substâncias tóxicas chegaram a aproximadamente 40 mil.

Contudo, o uso de agrotóxicos ainda é indispensável para evitar perdas nas plantações causadas por proliferação de pragas e doenças. Além disso, é importante manter a alta produção porque é preciso suprir as necessidades das populações nacional e internacional.

Mesmo sendo inevitável o uso de defensivos agrícolas, manejá-los de maneira adequada, eficiente e precisa pode diminuir o impacto deles na saúde tanto de quem tem contato direto com a substância (ao manuseá-la) ou indireto (pela alimentação). Assim, há várias técnicas e ferramentas disponíveis para tornar essa utilização menos intensa e danosa.

Manejo Integrado

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) é uma ferramenta para reduzir o uso dos agrotóxicos nas plantações. O MIP é uma reunião de técnicas com a finalidade de manter um controle eficiente e preciso dos males que podem atacar uma plantação. A ideia é monitorar de perto a proliferação dos insetos (pragas e predadores) com o objetivo de identificar quando o número de agentes já é considerável para causar prejuízos ao cultivo.

(Fonte: Shutterstock)

Com esse acompanhamento frequente (feito semanalmente), é possível identificar as pragas que estão atacando as plantas e também os defensivos mais indicados a cada espécie. Outro ponto importante é que, pelo MIP, os predadores das pragas são considerados e isso pode funcionar como uma estratégia natural de contenção. Dessa forma, a técnica pode prever a inserção de insetos predadores na plantação para atacar as pragas e impedir o avanço delas, o que evita o uso de substâncias químicas.

Uso da tecnologia

Com o avanço da tecnologia, muitas soluções surgiram para diminuir a utilização de defensivos agrícolas e gerar produtos mais saudáveis. Um exemplo são os drones utilizados para mapear áreas e identificar focos de pragas e ervas daninhas. Com isso, a aplicação do produto químico — que também pode ser feita por meio do drone — é direcionada a uma área específica, não precisando pulverizar o pesticida em toda a plantação.

Veja também: Softwares e drone são solução para controle de pragas no campo

Além de diminuir a área de atuação desses produtos, essa técnica minimiza os impactos provocados pela substâncias na saúde de agricultores.

(Fonte: Shutterstock)

Mais economia

Outra consequência importante na adoção do manejo eficiente de pesticidas é a economia gerada. Ser preciso nas aplicações de agrotóxico reduz a quantidade usada, diminuindo o gasto com insumos.

Um exemplo disso é a utilização do MIP em plantações de soja. Segundo a Emater, por meio da prática de manejo integrado, é possível ocorrer uma redução de 50% no uso de inseticidas nas plantações, gerando menos gastos e proporcionando uma economia de 4 sacas da commodity por alqueire.

Em relação ao uso de tecnologias, a promessa é também de reduzir custos, principalmente os referentes a esse tipo de defensivo. De acordo com a empresa catarinense Horus Aeronaves, o uso de algumas técnicas, como dos drones, pode contribuir para a redução de até 50% no gasto com insumos.

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Fonte: Sinan, Emater, Senar e Horus.