Boiada “baixo carbono”

27 de abril de 2021 2 mins. de leitura
Pasto bem manejado e sistemas de integração garantem fortemitigação de gases do efeito estufa

Nas pastagens do Vale do Araguaia, em Mato Grosso, um projeto tocado a várias mãos comprovou que a pecuária de corte brasileira em solos tropicais pode ser sustentável. Mais do que reduzir as emissões de gases do efeito estufa, por meio do manejo correto do pasto, ela consegue mitigar o gás metano liberado pelos animais e fixar volume considerável de carbono no solo.

As 24 fazendas pecuárias envolvidas na empreitada são da Liga do Araguaia, entidade cujo objetivo inicial era a regularização ambiental, mas que agora se dedica a vários outros projetos de cunho conservacionista e de gestão. 

Ao fim de cinco anos encerrados em 2020, o projeto Carbono Araguaia demonstrou, com apoio da Dow Química, da Embrapa e da Pangea Capital, que práticas como reforma e adubação de pastagem, além da integração lavoura-pecuária, se desdobram em números extremamente favoráveis tanto para a atividade em si quanto para o meio ambiente.

A começar pelo aumento da capacidade de suporte do pasto – que reduz a necessidade de derrubada de florestas –, diminuição da idade de abate – que significa menor tempo de emissão de metano por boi –, maior fixação de carbono no solo e, de quebra, pagamento por serviços ambientais e venda de créditos de carbono. Um ganha-ganha que servirá de estímulo para que mais criadores do País adotem as boas práticas dos pecuaristas que participaram do projeto Carbono Araguaia.

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