Por que Roraima atrai tantos produtores?

1 de abril de 2019 2 mins. de leitura
O agronegócio avança no estado com terras baratas e clima favorável, apesar do imbróglio fundiário do passado e da crise energética agravada pela Venezuela
Produtor gaúcho cultiva arroz irrigado em Roraima. Foto: RAFAEL ARBEX
O sol nasceu para todos, mas dizem em Roraima que cada produtor tem o seu. Cortado pela linha do Equador, o Estado tem, em média, uma hora e meia a mais de insolação por dia do que outras regiões produtoras. Isso significa mais fotossíntese e um desenvolvimento acelerado das plantas. Nessa última fronteira agrícola do País, terras custam cerca de um décimo do valor cobrado em regiões com agricultura desenvolvida e há variedades adaptadas das principais culturas. Existe água disponível para irrigação e as chuvas são regulares. Por ter sua área cultivável no Hemisfério Norte, o plantio começa entre abril e maio, época na qual o restante do Brasil já colheu grãos e fibras. O produtor escapa do choque de oferta e de preços baixos. “Mas Roraima não é para amador”, afirma o produtor Emílio Paludo. “Tem de usar tecnologia e enfrentar muita coisa se quiser produzir aqui.” Em relação ao imbróglio fundiário iniciado em 1988, quando Roraima deixou de ser território da União e as terras ficaram sem dono, somaram-se questões indígenas e a recente crise energética. Único Estado não interligado ao sistema nacional, Roraima depende da Venezuela ou da queima de diesel em termoelétricas para ter energia. Confira a íntegra da matéria de Gustavo Porto para o Estado.
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