Maior consciência alimentar deu origem à Raízs

28 de julho de 2021 3 mins. de leitura
Crescimento da consciência alimentar deu origem à foodtech Raízs. Saiba mais sobre o assunto.

Assim como Tina e Ralitera, a vontade de contribuir para uma maior consciência alimentar foi o que deu origem à foodtech Raízs, criada pelo engenheiro Tomás Abrahão, há cinco anos. “Fui muito influenciado pela minha mãe nesse assunto, saí do País para estudar e, quando voltei, sabia que teria que trabalhar com algo que fizesse sentido nesse universo alimentar”, conta. O negócio começou na garagem de casa, com poucos agricultores e a poucas mãos, mas o propósito já estava lá: conectar o campo à cidade, em um processo que valoriza o trabalho do agricultor e garante aos consumidores finais alimentos orgânicos, frescos e entregues em casa.

O jeito que Abrahão encontrou de viabilizar isso foi cortar os intermediários do processo de entrega e desenvolver uma plataforma tecnológica que ajuda a compilar os dados, a rastrear os produtos, antecipar tendências de consumo e oferecer aos clientes uma forma de visualizar em tempo real o que cada produtor tem disponível, seja já colhido ou ainda na terra. “Ao cortar o trabalho dos intermediários, conseguimos pagar em média 23% acima do mercado aos agricultores, temos rastreabilidade dos produtos e ainda podemos vender os alimentos a preços mais baixos que os dos supermercados”, explica o CEO da Raízs.

O público comprou a ideia e a foodtech vem triplicando de tamanho ano a ano. Hoje são cerca de 200 funcionários e mais de 900 produtores credenciados em todos os Estados, que fornecem verduras, frutas, legumes e outros alimentos a uma base de 50 mil clientes. Em algumas regiões do Estado de São Paulo, as entregas são realizadas em até 12 horas após a compra feita no site. E o modelo é de venda é online, com compras pontuais ou cestas por assinatura.

Para o agricultor, uma das maiores vantagens é a previsibilidade da demanda, com base em um algoritmo que relaciona os dados dos últimos cinco anos e cruza com a sazonalidade de cada produto, para indicar a quantidade a ser plantada de cada tipo em determinada época. “Nosso principal ativo é a tecnologia, mas os produtores não são nossos fornecedores, são os protagonistas desse processo e é por isso que dá tão certo”, diz.

O cadastro dos produtores é feito após um estudo de caso dos agrônomos da empresa, que vão até a propriedade para entender a produção, avaliar a logística e fornecer assistência técnica, conta. A exigência é de que a produção seja certificada e auditada com selos como o Produto Orgânico Brasil, emitido pela Associação de Certificação Instituto Biodinâmico (IBD). Mas, em casos de agricultores que ainda não possuem a certificação, a foodtech se propõe a auxiliar no processo.

Em relação ao modelo de negócio, embora ele não divulgue faturamento, diz que a margem de lucro é bem acima da do mercado e que um diferencial é o fato de ser a única com produtores certificados a vender online, em uma espécie de “supermercado virtual”.

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