Novo patamar para o agronegócio

12 de novembro de 2018 2 mins. de leitura
O embaixador do Brasil em Washington, Sergio Amaral, diz que o País pode se tornar um exportador de serviços e tecnologias de agricultura tropical
O Brasil viveu nas últimas décadas uma verdadeira revolução agrícola. Para ser mais preciso, uma revolução no agronegócio, que vai além da agricultura e da pecuária, para incluir os serviços e a indústria que estiveram associados com a prosperidade no campo. Tudo começou com a expansão da agricultura no Cerrado, em parceria com o Japão. Na sequência, universidades e centros de pesquisa brasileiros deram valiosa contribuição ao desenvolvimento de uma cultura de zona tropical lastreada na ciência. Nada disso, no entanto, teria sido possível sem a liderança empresarial no agronegócio. O aumento da produtividade e da competitividade encontrou eco na expansão sem precedentes da demanda internacional, particularmente durante o “boom das commodities”, no qual a China teve participação preponderante. Os resultados foram expressivos. Vale citar o salto na produção de grãos, que passou de 85 milhões de toneladas em 2000 para 228 milhões em 2018. O agronegócio representa hoje 45% das exportações e 24% do produto nacional. Qual o cenário para os próximos anos? Do lado da oferta, o Brasil já demonstrou ser capaz de produzir e exportar mais sem expandir a área cultivada, ainda que existam grandes extensões de terra disponíveis. Os entendimentos a que chegaram agricultores e ambientalistas evidenciaram que é possível incrementar as safras e multiplicar as cabeças de gado sem degradar o meio ambiente, condição para assegurar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados mais exigentes. Clique aqui e confira a íntegra do artigo de Sergio Amaral, embaixador do Brasil em Washington, para o Estado.
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