Internet das Coisas avança na produção rural

18 de outubro de 2018 2 mins. de leitura
Tecnologia deve movimentar de R$ 5 bi a R$ 21 bi até 2025, resultando no aumento de 25% na produção e redução de 20% no uso de insumos
Cavaletes de irrigação inteligentes molham os laranjais só onde a terra está seca
Numa fazenda de café na região de Campinas, uma armadilha de pragas conectada avisou que uma infestação estava para começar, antes de qualquer perda se alastrar pela lavoura. Na divisa de São Paulo com Mato Grosso, um produtor de laranja tem cavaletes de irrigação inteligentes, que molham só onde a terra está seca. Também no interior de São Paulo, colheitadeiras avisaram os donos de um canavial que iriam quebrar com mais de um dia de antecedência. Todos são relatos de projetos-piloto nos quais o uso da Internet das Coisas (IoT, da sigla em inglês) foi aplicado ao agronegócio, com resultados animadores. É uma nova frente de negócios para o setor, que traz números vistosos. Segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, o uso de soluções de IoT no agro movimentará entre US$ 5 bilhões e US$ 21 bilhões até 2025. Como resultado, é esperado o aumento de até 25% na produção das fazendas e a redução de até 20% no uso de insumos. “O BNDES encomendou à McKinsey um estudo que identificou a demanda crescente pelo uso de internet das coisas em alguns ambientes, inclusive no rural, mas o volume de interesse nos surpreendeu”, diz Artur Yabe, gerente setorial do complexo agroalimentar e de biocombustíveis do BNDES. O banco e o ministério acabam de encerrar chamada para projetos-piloto com investimento a fundo perdido em IoT. Só para a área rural foram inscritos 14 projetos, que demandarão R$ 107 milhões. O BNDES tinha a previsão de investir R$ 15 milhões nesse chamado, mas o valor deverá dobrar. Confira a reportagem na íntegra de Cristiane Barbieri para o Estado.
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