AgroTools se prepara para voo internacional

24 de junho de 2019 3 mins. de leitura
Startup brasileira prevê que o faturamento salte de R$ 21 milhões previstos neste ano para R$ 140 milhões em 2022

Com 12 anos no Brasil e já uma das maiores agtechs da América Latina, a paulista AgroTools negocia com um investidor para crescer lá fora. A ideia é que a receita com exportação de tecnologias, hoje em torno de 30% do total, se aproxime dos 50% até 2022, diz à coluna o CEO, Sergio Rocha. A AgroTools trabalha com mapas de propriedades rurais utilizados por bancos, seguradoras, tradings, frigoríficos e varejistas para detectar áreas desmatadas e trabalho escravo, entre outras informações.

Com a internacionalização e sem tirar o olho do mercado interno, a empresa prevê que o faturamento salte de R$ 21 milhões previstos neste ano para R$ 140 milhões em 2022. Esse resultado dependerá do aporte de recursos que o novo parceiro fará. A intenção é captar US$ 25 milhões, dos quais US$ 15 milhões para aquisição de empresas.

Prata da casa.Rocha pretende fazer do investidor, a ser anunciado em 90 dias, um acionista minoritário da AgroTools e, a partir daí, abrir o segundo escritório fora do Brasil, além do da Argentina. “Nosso foco era ampliar a base de dados e conquistar clientes de peso para nossa tecnologia. Agora é expandir aqui e lá fora.” Colômbia, países da África e do Leste Europeu estão na mira, diz Lucas Tuffi, diretor comercial da AgroTools. Hoje, Estados Unidos, Paraguai, Argentina e Austrália são os principais mercados da agtech.


Leia também

Thank you. Empresas produtoras de grãos e de algodão do Brasil não escondem a satisfação com a demora no acordo comercial entre Estados Unidos e China, agravada após o presidente Donald Trump ter elevado tarifas sobre produtos chineses na sexta-feira. Mesmo cientes de que no longo prazo a guerra comercial deixará a economia mundial desaquecida, os executivos celebraram a possibilidade de o Brasil, por mais um ano, turbinar as exportações de soja e algodão para o gigante asiático.

Assopra… Seguradoras comemoraram quando o presidente Jair Bolsonaro prometeu, na Agrishow, em Ribeirão Preto, R$ 1 bilhão para subvenção ao prêmio do seguro agrícola na safra 2019/2020, que começa em julho e termina em junho do ano que vem. O volume de recursos é 67% maior do que o anunciado na última temporada. Daniel Nascimento, vice-presidente da Comissão de Seguro Rural da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), avalia que com esse montante as vendas de apólices poderiam triplicar em relação às 64 mil comercializadas em 2018.

Confira a íntegra da Coluna Broadcast | Agro.

Gostou? Compartilhe!