Markel pretende dobrar receita no Brasil este ano

7 de janeiro de 2019 3 mins. de leitura
Demanda por seguros no campo no País surpreende a empresa, que deve fechar o ano com R$ 75 milhões em apólices vendidas
Apólice da seguradora é customizada para cada produtor
A demanda por seguros no campo brasileiro surpreendeu a norteamericana Markel. Em fevereiro de 2018, a companhia projetava uma receita de R$ 22 milhões até o fim do ano com vendas de apólices, mas deve atingir R$ 75 milhões. Para 2019, a meta é um salto para R$ 125 milhões no faturamento, o que situaria a empresa entre as cinco maiores seguradoras com produtos para o setor do País, diz Carlos Caputo, presidente das Operações da Markel na região. O ranking é liderado pela Aliança do Brasil (do Banco do Brasil), Essor, Mapfre, Swiss Re, Nobre e Allianz, seguidas da Markel. A empresa estreou no segmento de seguros no Brasil no segundo semestre de 2017 e encontrou forte demanda de produtores de soja e milho, principalmente do Paraná. A metodologia de cálculo do preço da apólice adotada pela companhia, customizada por produtor, garantiu o bom resultado. São oferecidos seguros para as culturas de milho, sorgo, soja, cana-de-açúcar, algodão e trigo. » Ajuda. O otimismo com o desempenho neste ano se deve à previsão de mais recursos do governo federal para subsidiar parte do valor do seguro pago por produtores. Serão R$ 430,5 milhões, ante R$ 386 milhões em 2018. Estratégias para ganhar mercado também devem ajudar. “Pretendemos ampliar a gama de produtos e serviços oferecidos e aumentar a presença em regiões pouco exploradas, especialmente no Sudeste e CentroOeste”, diz Caputo. » Mais espaço. Produtores brasileiros e empresas de armazenagem aproveitaram a safra volumosa e os bons preços pagos por grãos para investir em silos. De julho a dezembro, primeiros seis meses da safra 2018/2019, o Banco do Brasil emprestou R$ 398,4 milhões pelo Programa de Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), 69% mais que em igual período de 2017/2018. Segundo fonte do banco, os pedidos de financiamento continuam chegando. “Ainda temos recursos, mas o dinheiro não deve durar até o fim da safra”, diz. » Em pé. A exportação brasileira de gado de vivo deve chegar a 1 milhão de cabeças em 2019, com a abertura do mercado do Irã e a elevação nas compras da Turquia, prevê a Comissão de Bovinocultura de Corte da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Caso esse volume se confirme, o assessor técnico da área, Ricardo Nissen, calcula que a receita cambial pode chegar a US$ 700 milhões Fonte: Broadcast Agro | Estadão  
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