Emissão de CRA recua

25 de setembro de 2018 2 mins. de leitura
Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) receberam poucos investimentos por causa do cenário eleitoral indefinido e baixa nas taxas de juros
Neste ano, até agosto, a agropecuária levantou, por meio desses títulos, R$ 2,99 bilhões em recursos, 54% menos que nos oito meses de 2017. Fontes explicam que o papel ficou menos atrativo para investidores por causa da queda da taxa básica de juros. Além disso, a regulamentação do título, editada pela Comissão de Valores Mobiliários, tem gerado dúvidas no mercado – a CVM deve divulgar esclarecimentos. A virada pode vir em 2019, já que a tendência é de que os juros voltem a subir e a agropecuária continue crescendo. O interesse na emissão não virá exclusivamente de empresas gigantes do setor, mas também de agricultores de porte, que continuam a emitir os certificados para financiar a própria safra. Os especialistas preferem não arriscar números de desempenho do CRA no próximo ano, mas Renato Barros Frascino, diretor da securitizadora Gaia Agro, reforça o cenário de recursos cada vez mais restritos ao crédito rural como impulsor deste mecanismo de financiamento. “A demanda dos produtores por esse título deve ser crescente”, afirma. Moacir Teixeira, sócio da Ecoagro, outra empresa com forte atuação em CRAs, também prevê incremento em 2019. Segundo ele, haverá mais operações de valor menor, mas não aumento significativo do total. Ele espera emissões de CRA por grandes produtores, revendas de insumos, cooperativas e empresas médias.
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