Um agenda para o agro em Davos

21 de janeiro de 2019 2 mins. de leitura
Lideranças do setor esperam mensagem de respeito ao meio ambiente, ênfase em oportunidades de negócio e disposição para realizar as reformas estruturantes
Líderes de entidades e associações do agronegócio brasileiro afirmaram esperar uma “agenda positiva” sobre o setor, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, com a participação do presidente Jair Bolsonaro e outros chefes de Estado. Ruralistas esperam, entre outros destaques, o reforço da mensagem de respeito ao meio ambiente e à segurança jurídica e a ênfase para as oportunidades de investimentos no Brasil. A abertura aos mercados internacionais e a disposição de implementar reformas também foram citadas pelos representantes do agronegócio. Na avaliação do diretor-executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, é preciso ter um “discurso alinhado” com as promessas da campanha política. “Os investidores vão olhar para a disposição desse novo governo de fazer as coisas acontecerem do jeito que se falou que iriam acontecer. O Fórum de Davos pode servir para solidificarmos alguns conceitos sobre os produtos do agronegócio brasileiro”, diz, ressaltando a sustentabilidade. “Precisamos mostrar, com dados e fatos, o que é feito na agricultura brasileira”. A Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) espera que a missão brasileira em Davos demonstre credibilidade e disposição de adotar medidas necessárias para o crescimento da economia, como a reforma da Previdência e a tributária. “O empresário (estrangeiro) vai perceber que o recurso pode vir para o Brasil porque vai voltar a crescer. Faltava credibilidade. Por isso, creio que o discurso precisa passar confiança”, afirma Bartolomeu Braz, presidente da entidade. Para ele, é fundamental apresentar o País como “confiável” e com grandes oportunidades para os investidores. Confira a íntegra da matéria de Paulo Beraldo para o Estado.
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