Tereza Cristina será a ministra da Agricultura

8 de novembro de 2018 4 mins. de leitura
A presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária foi anunciada pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para chefiar a pasta
O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) confirmou ontem, dia 07 de novembro, pelo Twitter que a deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) será ministra da Agricultura em seu governo. A confirmação ocorreu minutos depois de a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) ter informado que ela tinha sido indicada pela entidade ao cargo. A FPA também informou que a pasta não será unida ao Ministério do Meio Ambiente, como chegou a ser aventado pela equipe de Bolsonaro. A notícia foi bem recebida por entidades do setor. “A deputada é equilibrada, conhece o agronegócio e tem ótimo relacionamento com entidades, inclusive participando de nossas reuniões”, disse Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag). Em entrevista ao Broadcast Agro, Alcides Torres, diretor da Scot Consultoria, afirmou que a escolha da deputada foi um “golaço” do presidente eleito. O consultor elogiou a atuação da futura ministra no setor agropecuário, lembrando que ela tem experiência “em praticamente todas as áreas”. “Foi membro do Novilho Precoce em Mato Grosso do Sul (Associação Sul-Mato-Grossense dos Produtores de Novilho Precoce); membro atuante da Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul); já trabalhou com laranja e também com estudos logísticos em estradas de ferro”, relacionou o diretor da Scot. “Além disso, é uma deputada importante no Congresso Nacional e tem um temperamento bastante ponderado para cuidar das demandas da agricultura e da pecuária brasileiras, o que é muito bom no atual momento.” A Sociedade Rural Brasileira (SRB) soltou uma nota, em que comemora a escolha de Tereza Cristina. Para a entidade, o agronegócio sai fortalecido. A SRB lembra que a deputada, além de presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), tem “ampla experiência no setor”, tendo passado pelos cargos de secretária de Agricultura e secretária de Governo de Mato Grosso do Sul. Em nota, a Associação dos Produtores de Soja e Milho do Brasil (Aprosoja Brasil) saudou a escolha da nova ministra. “Tenho certeza de que ela fará um excelente trabalho”, disse o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz Pereira. De acordo com o dirigente, Tereza Cristina é uma produtora rural competente e grande representante do setor do agronegócio. A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) também recebeu bem a notícia da escolha de Tereza Cristina, embora sua preferência inicial fosse por Luiz Antônio Nabhan Garcia, presidente da União Democrática Ruralista (UDR). A entidade disse que “estará junto” da nova ministra. “Vamos apoiá-la no que precisar”, garantiu o presidente da Aprosoja-MT, Antônio Galvan. O diretor executivo da Abag, Luiz Cornacchioni, reforçou a avaliação feita pelo presidente da entidade, Luiz Carlos Corrêa de Carvalho, sobre a escolha da deputada. “Ela é uma pessoa extremamente fácil de lidar; ouve, debate, é aberta. O futuro presidente acertou em cheio”, disse o diretor executivo da Abag. Como ministra, Tereza Cristina terá desafios como cobrar celeridade do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do pedido de inconstitucionalidade da lei do tabelamento de frete, lutar pela aprovação da nova lei de agrotóxicos, o projeto de lei 6.299, de 2002, que visa “modernizar” a legislação sobre o tema em vigor no País desde 1989. E também temas como código florestal e licenciamento ambiental, levantados por ela – em outubro – como principais pautas para serem trabalhadas pela FPA no próximo ano. “É importantíssimo para o desenvolvimento de várias obras, não só para o agronegócio, mas para a infraestrutura e que estão paradas esperando essa desburocratização dos licenciamentos”, disse ela na época.  
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