Setor cobra atenção à China

12 de março de 2019 2 mins. de leitura
Entidades do agronegócio estão preocupadas quanto ao modo como o governo federal tem tratado a relação comercial com a China e Coreia do Sul
China é o principal destino da soja brasileira
As principais entidades do agronegócio vão levar à Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) a preocupação quanto ao modo como o governo federal se relacionará com a China e a Coreia do Sul. Em reuniões com integrantes do Executivo, representantes do Instituto Pensar Agro (IPA) e da Aliança AgroBrazil ouviram que a China é um parceiro fundamental e, por isso, não haveria chance de as relações serem interrompidas. Mas nada foi dito sobre eventuais planos de estimular o aumento dos negócios com os chineses. Ao contrário, eles foram aconselhados a buscar outros mercados compradores, sob o argumento de que há representações brasileiras em 119 países. O temor cresceu quando souberam que a China não é destino das primeiras missões que o Ministério da Agricultura terá na Ásia. A agenda dará prioridade ao Japão, para reunião de ministros do setor no G-20, além de uma missão ao Sudeste Asiático. Um alento, lembra uma fonte, é a confirmação da visita do presidente Jair Bolsonaro à China, provavelmente no segundo semestre. Não soou bem. Para reforçar o temor, a reunião de negociação entre a Coreia do Sul e o Mercosul para um possível acordo de livre comércio, prevista para o fim de março, está ameaçada. Os coreanos enviaram uma equipe robusta na rodada anterior e ficaram magoados com a falta de reciprocidade do lado sul-americano. Enquanto isso, nas próximas semanas está prevista a retomada das conversas entre o bloco econômico com União Europeia e Canadá. Ainda a China. Com demanda puxada pelos chineses, o Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB) espera exportar 17% mais couros em 2019 e atingir receita de US$ 2 bilhões. No último ano, o estreitamento das relações brasileiras com a China abriu espaço para a exportação dos subprodutos da pecuária. “O país já representa 30% das nossas vendas de couro”, conta José Fernando Bello, presidente do CICB. Cerca de 82% da produção nacional é destinada ao mercado externo, numa média de 31 milhões de peças por ano. Fonte: Broadcast | Agro
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