Produção mundial de açúcar deve bater recorde

22 de agosto de 2018 2 mins. de leitura
Previsão da Organização Internacional do Açúcar (OIA) é de duas safras recordes, a atual e a que começará as ser plantada em outubro A produção mundial de açúcar deve atingir um recorde de 184,170 milhões de toneladas na safra atual 2017/18 e ser ampliada para 185,215 milhões de toneladas no ciclo 2018/19. As projeções foram […]

Previsão da Organização Internacional do Açúcar (OIA) é de duas safras recordes, a atual e a que começará as ser plantada em outubro

A produção mundial de açúcar deve atingir um recorde de 184,170 milhões de toneladas na safra atual 2017/18 e ser ampliada para 185,215 milhões de toneladas no ciclo 2018/19. As projeções foram apresentadas há pouco pela Organização Internacional do Açúcar (OIA), que tem sede em Londres, por meio do relatório trimestral Market Outlook. Esta foi a primeira vez que a entidade divulgou sua estimativa para a safra que começará em outubro e se encerrará em setembro do ano que vem. “Na próxima temporada, espera-se que a produção global aumente em mais de 1,045 milhão de toneladas para alcançar um novo recorde”, comparou a instituição, explicando que se espera um ganho da oferta pela Índia de até 1,75 milhão de toneladas em comparação com a safra atual. “Em contraste com a temporada anterior de outubro a setembro, a projeção para a produção no Brasil deve mostrar um crescimento moderado, assumindo um retorno das condições climáticas normais e recuperação gradual na safra 2019/20”, salientou. Já a Tailândia deve apresentar uma redução da produção da safra de 2017/18 para a de 2018/19 de 1,420 milhão de toneladas e a União Europeia, de 1,066 milhão de toneladas. A demanda projetada pela OIA em 2017/18 é de 175,573 milhões de toneladas de açúcar e, para 2018/19, de 178,468 milhões de toneladas, um crescimento mundial de 2,895 milhões de toneladas, ou um aumento de 1,65%. “A taxa de crescimento prevista está em linha com a média de dez anos, de 1,67%”, comparou a entidade, acrescentando que, nesta fase da temporada, a instituição não está “inclinada a especular sobre uma possível aceleração do crescimento do consumo devido a preços mundiais fracos durante um ano de superávit global”. (Célia Froufe, correspondente – celia.froufe@estadao.com)
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