Por que a cotação do café está tão baixa?

22 de abril de 2019 2 mins. de leitura
Desvalorização do real somada à alta produção nacional são fatores que contribuem para os menores preços da commodity em mais de uma década

Embora o café nunca tenha sido mais popular do que nos dias de hoje, os preços do grão estão no menor nível em mais de uma década. Uma libra-peso de arábica, a variedade de preferência da maior parte das cafeterias, tem saído por menos de US$ 1 desde o início de março na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), menos do que muitos produtores dizem ser o custo de plantio e processamento. Fatores que propiciaram a ampla oferta de café incluem grandes avanços na produção e um colapso no valor da moeda do Brasil, maior produtor mundial.

Estoques mundiais estão altos e pressionam para baixo os preços

Para esta safra, espera-se mais um superávit de oferta e o principal responsável é o Brasil, que aumentou ainda mais sua participação na produção global de café. O País ganhou participação de mercado que pertencia a países da América Central por causa da ajuda do governo em pesquisa e desenvolvimento – incluindo a mecanização da colheita, enquanto outros países ainda usam métodos manuais. “O problema é que (outros países) não conseguem suportar a onda de oferta do café brasileiro”, disse o ex-chefe de pesquisa da Volcafe Coffe Research, subsidiária da ED&F Man, Keith Flury.

Além disso, quando a moeda do Brasil se desvaloriza, o mesmo acontece com o café. “As causas dos preços baixos do café em dólar são a alta produtividade da produção brasileira, o dólar forte e o real brasileiro fraco”, disse o economista Jeffrey Sachs, diretor do Centro de Desenvolvimento Sustentável da Universidade de Columbia. “Basicamente, o Brasil está reduzindo custos globais”, disse. Confira a íntegra da matéria.

Fonte: Dow Jones Newswires – via Broadcast | Agro

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