Indígenas arrendam ilegalmente 3,1 milhões de hectares

10 de dezembro de 2018 2 mins. de leitura
Acordos em pelo menos 22 áreas protegidas por lei incluem pagamento de mesada e divisão da produção
Pelo menos 22 terras indígenas têm áreas arrendadas para atividades exploratórias, o que é proibido por lei. São 3,1 milhões de hectares em todo o País, o equivalente a cinco vezes o tamanho do Distrito Federal, e a maioria fica na Região Sul, informa André Borges. As negociações clandestinas pela terra incluem desde o pagamento de mensalidades para os índios até a divisão da produção. De acordo com levantamento feito pela Funai a pedido do Estado, mais de 48 mil índios convivem hoje com a exploração ilegal do solo, mas os números podem ser ainda maiores. “Como se trata de um ilícito, obviamente as partes envolvidas procuram escondê-lo”, informa a fundação em nota. Na Ilha do Bananal, no Tocantins, está o maior caso de exploração ilegal. Lá, 4 mil indígenas recebem mesada para abrir suas terras para criadores de gado de corte. A proibição legal de se explorar terras indígenas demarcadas não tem impedido que produtores fechem acordos com aldeias espalhadas por todo o País, avançando com o plantio de grãos e criação de gado sobre essas terras. O Estado fez um levantamento inédito sobre as terras indígenas que hoje são alvo desse tipo de atividade irregular. Segundo dados fornecidos pela Fundação Nacional do Índio (Funai), por meio da Lei de Acesso à Informação, atualmente, 22 terras indígenas do País possuem áreas arrendadas para produtores. As negociações clandestinas entre produtores e indígenas incluem desde o pagamento de mensalidades para os índios, até a divisão da produção colhida ou vendida. Confira a íntegra da matéria de André Borges para o Estado.
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