Discurso do presidente na ONU não trará consequências ao agro

26 de setembro de 2019 2 mins. de leitura
É o que acredita a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que minimizou as reações dos que aventaram possíveis reflexos ao setor

Em meio a preocupações de que o discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas possa afetar as relações comerciais do agronegócio brasileiro, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, minimizou a reação.

“Acho que não”, disse ao ser questionada em evento no município de Bonito (MS). O diplomata Rubens Ricupero, embaixador aposentado com mais de quatro décadas de carreira no Itamaraty, disse, em entrevista ao Estado, que o discurso do presidente pode ter reflexos negativos em acordos comerciais e na relação com investidores estrangeiros. “Isso vai afetar muito as perspectivas do agronegócio brasileiro, da exportação do Brasil em geral”, disse o embaixador.

“Acho que não” foi a resposta de Tereza Cristina, quando questionada se o discurso de Bolsonaro na ONU poderiam trazer consequências ao agro

Para a ministra, o presidente foi ele mesmo. “O presidente falou o que os brasileiros queriam que ele falasse e colocou o tom dele”, disse Tereza Cristina. “Ele fez um discurso diferente do que presidentes do passado fizeram e foi um discurso do que é o nosso presidente Bolsonaro. Ele foi sincero e disse o que ele tem, o que quer e como vai fazer”, afirmou. Ela participou hoje da abertura da 9º Reunião de Ministros da Agricultura do Brics – bloco composto por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul -, em Bonito (MS).

Mais cedo, ela havia feito um discurso em prol da sustentabilidade no setor. “Trabalhamos incessantemente para promover iniciativas como a recuperação de pastagens degradadas, a ampliação das áreas de plantio direto, a integração lavoura-pecuária-floresta, a adoção de técnicas de fixação biológica de nitrogênio e o uso de tecnologias de tratamento de resíduos animais”, mencionou. Ela comentou que a agricultura brasileira é baseada em inovação, que “viabiliza crescentes ganhos de produtividade”.

Camila Turtelli – Broadcast | Agro 

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