Café na pauta de exportação para a China

28 de julho de 2019 2 mins. de leitura
A expectativa é que o gigante asiático siga o exemplo do Japão, que hoje é o segundo principal destino de cafés de qualidade
Consumo de café entre os chineses aumenta, especialmente entre jovens

No início deste ano, as relações entre Brasil e China deram uma estremecida por causa da repercussão do discurso anti-China do então candidato à presidência, Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral. O mal-entendido, no entanto, foi resolvido com as visitas à China, este ano, do vice-presidente, Hamilton Mourão, e da comitiva da ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

“O general Hamilton Mourão foi tratado com toda deferência e recebido pelo presidente Xi Jinping, enquanto o normal pelas regras diplomáticas seria ele ter sido recepcionado pelo vice-presidente da China”, afirma Charles Tang, presidente da Câmara do Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC).

Agora, as atenções estão voltadas para a visita do presidente Jair Bolsonaro à China, prevista para outubro. A expectativa é que o encontro ajude a destravar negociações. Uma delas é o pleito brasileiro para o gigante asiático aumentar o número de plantas frigoríficas habilitadas a exportar para lá.


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É inegável que o mercado chinês representa uma enorme oportunidade para vários setores do agro brasileiro. Um deles é o segmento cafeeiro, que vem elevando as exportações para a China nos últimos anos. Em 2018, as remessas de café para lá foram de 179 mil sacas de 60 quilos, mais que o dobro de 2008, quando o Brasil enviou 81 mil sacas.

O volume ainda é pequeno, mas a tendência é de crescimento, principalmente entre os jovens. “Está acontecendo algo semelhante ao que ocorreu no Japão há alguns anos. O Japão era o país do chá e hoje é um mercado fantástico para cafés, um grande parceiro do Brasil, um importador que exige qualidade. Acreditamos que isso vai acontecer na China”, diz Nelson Carvalhaes, presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Hoje, o Japão é o quarto maior comprador de café do Brasil e o segundo principal destino, quando se fala de grãos de alto valor agregado.

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