Agronegócio ganha visibilidade e nova voz com a presença feminina

10 de outubro de 2019 3 mins. de leitura
As contribuições da mulher para o setor foram o tema recorrente em todas as discussões do 4º Congresso Nacional de Mulheres do Agronegócio

Esta semana, São Paulo foi palco do 4º Congresso Nacional de Mulheres do Agronegócio (CNMA), um evento realizado pelo Transamerica Expo Center com o apoio da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag) e coordenação de conteúdo da Biomarketing, do professor José Luiz Tejon Mejido.

O CNMA deste ano bateu recorde de público, com mais de 2 mil participantes. A temática desta edição foi “Agir – Ação Global: Integração de Redes”, e um dos objetivos foi promover a troca de experiências entre produtoras rurais e demais integrantes da cadeia do agronegócio.

O papel da mulher no setor foi assunto recorrente em toda a programação, que neste ano teve novidades. Entre elas, a primeira edição do YAMI – Youth Agribusiness Movement Internacional, espaço voltado a jovens de 18 a 30 anos, com palestras e debates sobre as tendências do agronegócio nos próximos anos: tecnologia, sustentabilidade e agricultura urbana.

Nesta edição, as arenas do conhecimento abordaram os desafios de importantes cadeias: algodão, café, carnes, grãos, sucroenergética, florestas, leite e hortifruticultura.


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Produtora e influenciadora digital

Uma das palestrantes foi Camila Telles (@caamilatelles), produtora rural, influenciadora digital e assessora de comunicação da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Ela ganhou notoriedade recentemente por rebater a vídeos de celebridades – como a cantora Anitta, e o humorista Fábio Porchat –, que atacaram o agronegócio, com falas que não correspondem à realidade do setor.

Na arena do conhecimento focada em hortifrúti, a influenciadora digital contou a história da Hortaria, o empreendimento que ela e sua mãe, Elisa, começaram juntas, em Cruz Alta (RS). Trata-se da produção de hortaliças hidropônicas que são entregues direto ao consumidor.

Para agregar valor à produção, Camila aproveitou a expertise em comunicação para contar aos clientes a trajetória do alimento do campo à mesa. Ela criou um Instagram para a Hortaria (@hortaria_) e estratégias de divulgação. “No inverno, nós fazemos o kit feijoada, com couve, radicchio e laranja, que tem muito na fazenda”, diz.

E não para por aí, Camila também coloca recadinhos na encomenda dos clientes. Com o kit feijoada, o consumidor recebia a seguinte tag: “Já imaginou o inverno sem o agro?”. Hoje, a produtora trabalha em Brasília, mas continua acompanhando o empreendimento familiar. “Sou eu que recebo as encomendas por WhatsApp e repasso para os meus pais”, diz.

O empreendimento, antes tocado por mãe e filha, agora conta com o apoio do patriarca. “Meu pai voltou para a fazenda e hoje faz as entregas da hortaria”, conta. A influenciadora digital não se cansa de defender o agro. “Quando alguém vem me perguntar se minha produção é orgânica, eu respondo que minha produção é responsável”, explica. E, se restar alguma dúvida, Camila convida a pessoa para conhecer a fazenda e a forma que as verduras são produzidas.

Bem-humorada e dona de uma personalidade cativante, a produtora rural é categórica: “O agro está ganhando cada vez mais voz, e a voz do agro é feminina”, finaliza.

Redes Sociais da Camila

Instagram: https://www.instagram.com/caamilatelles/

Youtube: https://www.youtube.com/camilatelles

Twitter: https://twitter.com/caamilatelles

Por Lívia Andrade

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