Conheça o evento

A importância de realizar o exame andrológico periodicamente

Conhecer a fertilidade dos touros é fundamental para que o rebanho esteja sempre saudáve

A importância de realizar o exame andrológico periodicamente
26/03/2020 • 3 min. de leitura

O touro desempenha o papel fundamental de ser responsável pela perpetuação do rebanho, uma vez que tem a capacidade de inseminar diversas vacas no mesmo período de maneira natural ou artificial. Para tal, precisam ter a saúde perfeita, e o exame andrológico é o responsável por atestar a capacidade reprodutiva do animal.

(Fonte: Pixabay)

Ele avalia desde a questão genital do animal até sua capacidade de montar nas fêmeas, passando por toda a cadeia que leva à reprodução. Também são medidas nesse exame alterações ou inflamações em diferentes órgãos que possam afetar a capacidade reprodutiva.

Normalmente, os agricultores só buscam realizar o exame andrológico quando notam uma queda na quantidade de bezerros no rebanho. O ideal, entretanto, seria que essa avaliação se tornasse parte da rotina das fazendas, permitindo, inclusive, a seleção dos touros mais preparados para a reprodução.

A importância do exame

(Fonte: Pixabay)

O exame é importante para os diferentes tipos de rebanho, seja de corte, seja para produção de leite, com avaliação de fertilidade, libido e capacidade de cobrir as fêmeas. Os touros reprodutores mais reconhecidos em leilões são os que têm boas avaliações em todos esses quesitos — assim, quando saudáveis, podem custar até R$ 20 mil. O teste serve, também, como medida preventiva antes dos leilões, pois, caso algum problema seja detectado, é possível buscar soluções e curas antes dos eventos, valorizando o animal.

Essa medição, porém, tem validade de apenas 30 dias. Como analisa o touro em um momento específico, as condições do animal podem variar de tempos em tempos. Por isso é importante a adoção de exames periódicos para atestar a saúde e a qualidade do rebanho e de seu reprodutor.

Etapas do exame andrológico

O exame começa com uma avaliação clínica do caminhar do animal até a área de análise, que deve conter um tronco de contenção. Essa observação é muito importante, pois o animal tem que estar apto para montar na fêmea sem problemas, o que faz com que touros com dificuldades de locomoção possam não conseguir se equilibrar para fazer a cópula.

Também é considerado o temperamento do animal: os mais mansos e que aceitam ordens costumam ser mais ativos na hora da cópula e têm maior chance de êxito na fecundação. Já touros irritados ou enérgicos demais podem gerar dificuldades no acasalamento.

A retirada do sêmen costuma ser feita por eletroejaculação, que pode deixar alguns indivíduos amuados e recolhidos após a coleta. Assim, é preciso estar preparado para esse comportamento, principalmente antes de levá-los a leilões. É aconselhável que a coleta seja realizada algumas semanas antes, para dar tempo de o animal voltar ao peso ideal caso engorde no período de confinamento pós-coleta.

(Fonte: Pixabay)

O exame andrológico em si consiste na palpação dos testículos e na mensuração de seu volume. Outros componentes do sistema reprodutivo, como o cordão espermático, o epidídimo e a vesícula seminal também são avaliados durante o processo, alguns por palpação retal ou ultrassonografia. O exame físico também mede o tamanho do prepúcio, pois em excesso pode inflamar e atrapalhar a cópula.

A libido é avaliada pela capacidade de identificar as fêmeas próprias para a cópula, as demonstrações de interesse, como cheiradas e cabeçadas, os movimentos pélvicos e até o material dispensado. Por fim, o sêmen é coletado por eletroejaculação ou com o uso de uma vagina artificial e avaliado tanto por sua aparência quanto por suas características, ambas medidas em laboratórios.

Fontes: Embrapa; Washington State University