Campo conectado: palestrantes mostram como vencer os desafios da internet rural

13 de novembro de 2019 3 mins. de leitura
Esse foi o mote de um dos painéis do Summit Agronegócio 2019, evento organizado pelo Estadão
Painel contou com a presença de Alexandre Dal Forno (TIM), Alex Santos (Motorola), Leonardo Finizola (Nokia), Renato Coutinho (CNH) e do jornalista Gustavo Porto (FOTO: HÉLVIO ROMERO / ESTADÃO)
“Conectividade no campo – um salto para o tempo real”. Este foi o tema de um dos painéis do Summit Agronegócio 2019, evento organizado pelo Estadão, que este ano foi focado nas “tecnologias para alimentar e preservar o planeta”. A falta de conectividade no campo é um gargalo, que impede os produtores de fazer uso de ferramentas já disponíveis, que facilitariam a tomada de decisão em tempo real. Não por acaso, os palestrantes foram unânimes em defender não só uma tecnologia, mas um ecossistema de tecnologias que garanta a transmissão de dados. Os palestrantes ressaltaram a importância do ConectarAgro, iniciativa que une oito empresas dos setores de agro e telecomunicações (AGCO, Climate Field View, CNH Industrial, Jacto, Nokia, Solinftec, TIM e Trimble) para promover uma solução tecnológica aberta e estimular a expansão do acesso à internet para o campo brasileiro. “Trata-se de uma iniciativa privada com vertente colaborativa”, ressaltou Renato Coutinho, especialista de Telecomunicações da CNH Industrial para a América do Sul.
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Alexandre Dal Forno, head de Produtos Corporativos & IoT da Tim Brasil, compartilhou que há dois anos vem “sujando o pé no barro” para chegar a uma solução de Telecom que atenda às necessidades do produtor rural. “Criamos a solução 4G TIM no campo, que é multiplataformas, funciona na frequência de 700 MHz e atende não só a comunicação de máquinas, mas máquinas e pessoas”, diz. Sobre a futura chegada da internet 5G ao país, Leonardo Finizola, diretor de Novos Negócios da Nokia, explica que inicialmente o foco será nas cidades. “5G funciona em frequência alta. Quanto maior a frequência, menor é a área coberta, o que não se adapta para as grandes fazendas”, diz. No entanto, segundo ele, o agricultor não precisa se preocupar. “Não há nada que o 4G não consiga oferecer”, diz. Em relação à internet via satélite, os painelistas explicaram que a tecnologia é fundamental para levar conectividade às regiões distantes. “Satélite é feito para mandar muito dado para baixo e não pra cima. No campo, a maior demanda é ao contrário”, diz Finizola. Neste contexto, para fazer a conexão entre máquinas será necessário complementar com internet móvel. “É preciso um universo de tecnologias para criar um ecossistema para transmissão de dados”, finaliza Alex Santos, gerente de vendas para o Mercado Comercial da Motorola Solutions. Por Lívia Andrade
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