Balanço da viagem da comitiva do Ministério da Agricultura à Ásia

20 de maio de 2019 3 mins. de leitura
Comitiva brasileira visitou o continente na tentativa de estreitar as relações comerciais e abrir mercados para produtos brasileiros, como carnes e frutas

Uma comitiva formada pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e por mais cerca de 100 pessoas viajaram à Ásia com a intenção de abrir o mercado do continente para carnes, grãos e derivados, frutas e lácteos. Para Fabrício Rosa, diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Soja e Milho (Aprosoja), a missão do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) à Ásia foi positiva.

“Houve abertura muito grande à negociação, possibilidade de exportar farelo de soja, revisão do acordo para milho. Hoje existe uma perspectiva muito boa da China comprar milho do mundo e o produto brasileiro é um dos que ela tem intenção de importar”, diz Rosa.

Já para o setor de fruticultura, o saldo não foi tão positivo. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Luiz Roberto Maldonado Barcelos, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), comentou: “O resultado da missão à Ásia não foi tão animador como gostaríamos que fosse”. O governo chinês ainda não abriu as portas para o melão brasileiro por causa da mosca do Mediterrâneo (Ceratitis Capitata). “Esta mosca não deposita ovos dentro do melão. Estamos argumentando que outros países, como os EUA e o Chile, que são rigorosos nas análises, aceitam receber nosso melão sem nenhum tratamento para esta praga”.

Já os chineses querem medidas mitigatórias por conta desse receio. Para ser enviado à China, o melão teria que ser congelado. “Agora temos um cronograma estabelecendo tempo para que eles analisem nossas respostas e nos deem um retorno o mais breve possível”, diz

Outra expectativa é que os chineses habilitem, nos próximos meses, 78 frigoríficos a exportar para lá. Em 2018, auditores do país asiático estiveram no Brasil, mas não deram o aval. E, neste ano, as autoridades chinesas enrijeceram as regras: começaram a autorizar a compra de carne apenas de frigoríficos nacionais com o aval para exportar para a União Europeia. De 78 unidades, apenas 33 possuem essa autorização.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) divulgou comunicado no qual faz um balanço da participação do setor na Sial China, uma das maiores feiras de inovação do setor alimentício do mundo, que aconteceu durante a passagem da comitiva brasileira. Conforme a Abiec, foi fechado um total de acordos na ordem de US$ 293,3 milhões. As negociações durante o evento renderam ainda uma expectativa de mais de US$ 1 bilhão em negócios para os próximos 12 meses.

Com Broadcast | Agro

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